Thursday, January 26, 2006

para bom entendedor... ... ...

Boas! Antes de mais, bem-vindos a este blog trimisto!...

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e pronto, já chega de preambular.

Siga para o texto propriamente dito.

Desde tempos intemporais que o ser humano sempre quis arrebatar o pódio como a espécie rainha dos padrões sócio-comportamentais contraditórios (neste momento, estamos a ser batidos apenas pelo guaxinim do Nebraska... ha! Aposto que não sabiam esta...).

Por exemplo - e este é um exemplo crasso e típico no nosso dia-a-dia - o início de uma discussão envolvendo aqueles dois estereótipos entre os quais não se mete a colher:

A mulher, algo preocupada:

- "Estás chateado?"

O homem, chateado:

- "Não."

Ora, para além do evidente gasto de calorias e breve poluição sonora a que este excerto submete, é notória a contradição.

A mulher, apercebendo-se de que o marido está chateado, poderia evitar a frivolidade da sua pergunta - e consequente resposta irrisória - e ter passado logo para uma afirmação do género: "Olha, vê-se logo pelas tuas trombas de boi que estás chateado, por isso vamos lá a despachar esta discussão que eu combinei ir andar a cavalo no vizinho do quarto frente daqui a quinze minutos!".

Mas não.

O ser humano tem de ser contraditório. Ou então - como no exemplo anterior - puxar pela contradição.

É do camandro.

O problema é que toda essa contradição leva-nos a ter de desempenhar o papel de "bons entendedores". O ser humano tornou-se de tal forma pródigo na arte da contradição que agora toda a gente - ou quase toda a gente, também não exageremos; não somos nenhuns guaxinins - diz o que não quer verdadeiramente dizer, ou então não diz verdadeiramente o que quer dizer, ou então diz o que quer verdadeiramente dizer mas com tom de quem está a não dizer verdadeiramente aquilo que quer dizer.

Enfim, é tudo muito confuso. Contraditório, mesmo.

De tal forma que somos forçados a incluir na nossa lista de definições pessoais a categoria de "bom entendedor".

Como no outro dia. Estava eu numa conversa animada com um amigo meu - bom, era mais um monólogo da parte dele - onde ele descrevia animadamente a história dele com as três ucranianas, "cada uma melhor cá outra, mulas boas como nunca antes visto", e onde ele dava a entender O garanhão que era na cama - não um, O. No entanto, isto de uma forma sub-reptícia. Sabem, daquela forma de quem não diz nada mas quer dizer alguma coisa dizendo tudo pela metade...
A minha resposta ao discurso dele foi a cara de "mas porque é que tu não contas logo as coisas de forma clara e perceptível em vez de estares aí com esse rodeio todo?"...
Ao que a resposta dele à minha rugosa expressão foi algo como: "Para bom entendedor, meia palavra basta..."
Ao que eu, com base nas palavras dele, decidi tentar a minha sorte e chamei-lhe "Panel".

Aparentemente, o meu amigo era bom entendedor, pois o dito cujo arrepanhou-me a cara - várias vezes - com os nós dos dedos e, aqui e acolá, com a biqueira do seu botim Doc Martens, tudo com uma cobertura de carimbos a selo branco - sim, pois o meu amigo era branco.

Monday, January 23, 2006

Captain's blog - Stardate 6384.75:

É verdade é! (Ou talvez não)